Dicas para identificar um bom chocolate: os ingredientes

bom chocolate

É talvez das coisas que não tem tempo, nem horas. Dá para qualquer ocasião e fica sempre bem. São raras as pessoas que não gostam, e muitas as que não lhe conseguem resistir – um quadrado por dia, nem sabem o bem que vos fazia. Falamos, claro, do chocolate – a moeda de troca de tempos antigos.

Este é o primeiro de três artigos que vos vão ajudar na escolha de um chocolate de qualidade – na prática, a distinguir um bom chocolate de um mau chocolate. Perante milhares de chocolates diferentes – marcas, % de cacau, sabores, texturas, origem, etc. -, a escolha torna-se cada vez mais difícil. Por vezes pode até ser uma dor de cabeça escolher um que corresponda às nossas expectativas.

A quantos de vocês nunca aconteceu comprar um chocolate por impulso? Quem nunca, não é? Imaginem-se a comprar um (tablete, bombom, napolitana, etc.) e, no caminho para casa, decidem pegar num pedaço e saborear. Segundos depois só vos passa pela cabeça “Por que raio comprei este chocolate, se nem me está a saber pela vida?”. Pois bem, compramos de uma forma tão emocional que o primeiro que nos aparece à frente, é o que vem.

Os 4 ingredientes que devem analisar antes de comprar

Somos tão apressados no nosso dia-a-dia que apenas olhamos para o rótulo para ver as calorias que o chocolate tem. Mas o rótulo diz mais do que imaginam. É o início do teste de qualidade da tablete ou do bombom.

A lista de ingredientes é talvez o primeiro indicador da qualidade. Uma lista muito grande traduz a grande quantidade de aditivos artificiais que o chocolate apresenta, reduzindo a sua qualidade e os seus benefícios para a saúde. Há quatro constituintes que devem analisar muito bem:

  • Teor de cacau: quanto maior a % de cacau, melhor! Para além de comerem um chocolate com maior qualidade, faz ainda melhor à saúde porque tem maior teor de antioxidantes e ajuda a proteger contra doenças cardiovasculares.
  • Teor de açúcar: quanto maior a % de cacau, menor é a quantidade de açúcar, ou seja, melhor e mais “puro” é o chocolate que vão comer. Já todos sabemos que um nível de açúcar elevado não é um bom indicador, não é verdade?
  • Tipo de gordura: é bastante provável que já tenham olhado para um rótulo e lido algo como “gordura vegetal” ou “óleo vegetal” – atenção, porque isso é um sinal de alerta. Qualquer gordura adicionada, excluindo a manteiga de cacau – uma gordura nobre e rica em antioxidantes e a única a passar pelo delicado processo de temperagem – torna o chocolate menos saudável, além de prejudicar o seu sabor e textura. Estas gorduras são muitas vezes usadas em substituição da manteiga de cacau (gordura das sementes de cacau) para reduzir os custos de produção.
  • Emulsionantes: por parecer chinês para a maior parte de nós, é talvez a informação que mais menosprezamos. Mas isso tem que mudar, porque é aqui que se podem esconder os ingredientes mais artificiais e que alteram completamente a textura e a qualidade do chocolate. O emulsionante mais usado é a lecitina de soja – emulsionante natural e antioxidante -, e esse tem bandeira verde. Porém, se se depararem com Polirricinoleato de Poliglicerol devem pensar duas vezes antes de tomar a decisão de compra – este é um dos emulsionantes mais usados na produção industrializada de chocolates para substituir a tradicional, e mais cara, manteiga de cacau, de forma a reduzir os custos de produção.

No que toca a chocolate de qualidade, o preço também tem de ser tido em conta. Não estamos com isto a dizer que têm de pagar uma fortuna para comer bom chocolate, o que queremos é que percebam que a utilização de produtos sem adição de gorduras hidrogenadas, emulsionantes e uma % elevada de cacau – garantindo uma qualidade superior – traduz-se em custos mais elevados de produção. Por isso, um chocolate de boa qualidade poderá não ser o mais barato – aliás, em termos exclusivamente monetários, não o será, com certeza. Acima de tudo analisem o rótulo e o que vão pagar por isso, adotando sempre uma perspetiva informada de análise do custo-benefício. 

Por fim, antes de comprar, vejam a data de validade e de produção. Quanto mais recente tiver sido a produção, melhor a qualidade do produto. Parece simples, mas é um detalhe que por vezes deixamos escapar.

Portanto, da próxima vez que comprarem uma tablete ou bombom, já têm uma missão: desafio-vos a darem numa de especialistas e ganharem algum tempo, enquanto estiverem a escolher.

 

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